Crismado para ser Guerreiro!

Se falei a um tempo atrás sobre a importância de viver o batismo (veja aqui) ressalto a importância de vivermos nossos sacramentos.

Nós aprendemos que os sacramentos são “sinais visíveis das graças invisíveis”, mas muitas vezes acreditamos mesmo que as graças são invisíveis… Tão invisíveis que esquecemos elas na porta da paróquia.

O sacramento do crisma é a UNÇÃO de um GUERREIRO. Um guerreiro que sabe que terá que ser VIOLENTO para vencer seu INIMIGO. E o envio do GUERREIRO para o FRONTE DE BATALHA não sozinho, mas com a FORÇA DO GENERAL.

Nossa que violento você deve ter pensado. Calma, já já você vai entender.

Quem já recebeu a unção do Crisma renovou o seu Batismo e agora se lança em águas mais profundas.

Diferente do batismo, agora, é uma opção sua compra essa briga. Se pelo batismo entramos na Igreja, no Crisma dizemos que vamos para a guerra com Ela. Este sacramento – tal como o batismo – imprime caráter, isto é, só pode ser ministrado apenas uma vez a cada pessoa.

Como disse no início, o sacramento do crisma é a UNÇÃO. Literalmente. Nele você recebe o óleo santo, tal como os guerreiros antigos que ungidos lutavam suas batalhas, mas calma, não é para ao ser crismado sair batendo nas pessoas por aí!

Este guerreiro tem uma guerra e ela é interior. E quem será vítima desta violência será sua carne que inclinada ao pecado e entregue aos deleites da terra (como diz Santo Agostinho em suas confissões) imprimirá ao Guerreiro uma missão diária: Buscar as coisas do alto.

Essa violência contra si contará com os dons que lhe são impressos, infundidos, dados gratuitamente nesta unção: Os dons do Espírito Santo.

Esta guerra diária é travada por todos os confirmados na fé.

São Paulo nos ensina:

“Finalmente, irmãos, fortale­cei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal espalhadas nos ares. Tomai, portanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a Palavra de Deus. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos.”

Efésios, 6, 10-18

Assim, não devemos receber o sacramento da unção e ficarmos no sofá. Não recebemos um alerta de descanso, mas uma unção para a batalha. A unção não é um “passe de mágicas”, mas o início da sua vida de guerreiro.

Devemos assim como no batismo, viver esta condição de guerreiro para vivermos as alegrias e gozos do céu conquistado pela graça e pelo esforço.

Leia mais sobre o sacramento da Crisma aqui!

Nesta semana te convido a refletir sobre suas lutas. Seus desafios na fé, naquilo que tem te impedido de viver a sua unção, seu chamado a essa guerra espiritual. Que saibamos que a luta é intensa, mas nossas armas são muito mais fortes.

Maria Regina Caeli intercedenti

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