Que o sol não se ponha sobre o seu ressentimento

Já ficou chateado com alguém? Decepcionado? Quem nunca ficou?

Mas quais são os frutos do ressentimento? Já pensou sobre isso? 

Muita das vezes o que nos impede de seguir em frente é o perdão. Como a própria palavra diz “Ressentir” é o “sentir novamente”. Em nossa vida as situações se desenrolam em família, comunidade paroquial ou trabalho existem desentendimentos e maus entendidos que geralmente causam discórdia e ressentimento.

São Paulo diz aos Efésio:

“Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento.” 

Carta aos Efésios, 4, 26

Já dizia o poeta britânico George Lord Byron “O ódio é o prazer mais duradouro; Os homens amam com pressa, mas odeiam com calma”. Muita das vezes ficamos cegos em determinadas situações e deixamos o ressentimento reinar. Ficamos “sentindo novamente” aquilo que nos chateou, nos decepcionou, nos esfriou. Curtimos o ódio com calma… Temos que fazer o que São Paulo nos ensina, não deixar o sol se pôr sobre o ressentimento. O coração livre pode voltar-se para Deus.

Ninguém está a salvo de sentir raiva de outra pessoa. As situações acontecem em nossa vida e podemos expressar sentimentos que sabemos que não nos fazem bem nem no corpo e nem na alma.

Existe o primeiro problema – o sentir – que deve ser evitado, mas às vezes não dá… Mas existe o segundo problema – o ressentir – esse é o pior.

Ressentir é “sentir novamente”, ficar “curtindo o momento”, “saboreando o sentimento”. Isso é um mal que pode dar origem a pecados e a ações do maligno.

São Paulo quando fala aos Efésio (Capítulo 4) fala sobre unidade, sedes solícitos, que unidos em Cristo podemos mais, para não fiquemos soltos como crianças aos sabor das ondas… Ele fala sobre o perigo que existe quando brigamos e nos afastamos uns dos outros. Afastados nos tornamos frios e duros à unidade. Frios e duros ficamos parados, estagnados na oração. Estagnados, ficamos sentindo novamente (ressentindo) os sentimentos que nos levaram ao afastamento e aí meu amigo, somos presas fáceis.

Perceba que São Paulo chama a atenção dos erros, repreende, adverte e é severo nas observações, mas não guarda aquilo no coração!

“Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento.” 

Efésios, 4, 26.

Após essa exortação chamando a comunidade de Efésios a viver a unidade e ser sinal de quem eles foram chamados – Cristo Jesus – São Paulo diz: “Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento.” e dá o motivo:

“Não deis lugar ao demônio.” 

Efésios, 4, 27

O ressentimento é fonte de amargura, ódio, frustração, brigas, desconfiança e tudo isso é uma arma poderosa para aquele que quer de destruir.

O sentir é um problema, pois os males vem do coração do Homem (Cf. Mt 15, 19), mas ressentir é MUITO PIOR. O ressentimento “dá frutos” que nos afastam de Deus.

Por isso, devemos sempre perdoar e ir além do perdão. Parar de SENTIR os sentimentos que nos deixaram tristes por amor.

Assim nos ensina Santo Agostinho:

“Ama e faz o que quiseres! 

Se calares, cala por amor; 

se falares, fala por amor. 

Se corrigires, corrige por amor;

se perdoares, perdoa por amor…

Coloca no fundo do coração essa raiz de amor. Dessa raiz de amor só pode nascer

o bem. 

Dentro do amor, não há erro, 

não há injustiça, não há ódio.

Não há ressentimentos guardados. 

Dentro do amor só há 

encontro, perdão e verdade.”

Te convido ao longo desta semana fazer o exercício de relembrar todo o ressentimento que acumulas no teu coração. Pense nas pessoas que te fizeram ficar tristes e com o coração pesado. Experimente o perdão e a reconciliação com elas. Perdoar não quer dizer permitir que esta pessoa te faça mal novamente, mas é um gesto generoso que fará bem a você, a sua vida de oração e ao seu coração que retornará ao caminho de Deus leve, reconciliado e feliz.

Maria Regina Caeli intercedenti

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