E vós, quem dizeis que sou?

Jesus após orar pergunta aos discípulos: “Quem dizem que eu sou?”. Jesus estava no ápice de sua vida pública, por onde passava arrastava multidões. Por qual motivo ele realizou esse questionamento? Teria Jesus a pretensão de ser um grande “pop star da Galileia”? Ser reconhecido? Famoso? Um “influencer”? Claro que não! Jesus queria saber dos discípulos quem os outros diziam que ele era e em seguida pergunta aos discípulos “E vós, quem dizeis que eu sou?”.

Jesus estava em oração e percebendo os corações em brasa pelos milagres e sinal que já havia feito com seus amigos percebeu que eles deveriam ir mais além dos milagres, os prodígios e as multidões. Eles deveriam enxergar o que seria necessário ser feito por Ele e pelos discípulos.

Percebam:

“Num dia em que ele estava a orar a sós com os discípulos, perguntou-lhes: “Quem dizem que eu sou?”. Responderam-lhe: “Uns dizem que és João Batista; outros, Elias; outros pensam que ressuscitou algum dos antigos profetas”. Perguntou-lhes, então: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. Ordenou-lhes energicamente que não o dissessem a ninguém. Ele acrescentou: “É necessário que o Filho do Homem padeça muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. É necessário que seja levado à morte e que ressuscite ao terceiro dia”. Em seguida, dirigiu-se a todos: “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me. Porque, quem quiser salvar a sua vida, irá perdê-la; mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim, irá salvá-la. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder-se a si mesmo e se causa a sua própria ruína? Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na sua glória, na glória de seu Pai e dos santos anjos.” 

Evangelho segundo São Lucas, 9, 18-26

Jesus é uma pessoa a ser conhecida, não uma ideia, uma teoria, uma “quimera”, uma fábula cujo enredo alegórico nos conta algo, mas uma pessoa. Isso faz toda a diferença. Conhecer uma pessoa é diferente de escutarmos uma ideia.

Assim a Igreja crê em Jesus:

  1. “Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adotivos” (Cf. Gl 4, 4-5). Esta é a “Boa-Nova de Jesus Cristo, Filho de Deus”(Cf. Mc 1, 1): Deus visitou o seu povo (Cf. Lc 1, 68) e cumpriu as promessas feitas a Abraão e à sua descendência (Cf. Lc 1, 55) fê-lo para além de toda a expectativa: enviou o seu “Filho muito-amado” (Cf. Mc 1, 11).

Catecismo da Igreja Católica, 422

Percebam que quando cremos em Jesus e não sabemos dizer “quem ele é” é uma verdadeira loucura. No texto bíblico vemos Jesus revelando aos discípulos que deveria sofrer, padecer, ser negado, morto… Que a vida N’ele encontraria um sentido e a morte, também! Querer estar com Jesus é saber que teremos Judas por perto. Que terá Getsêmani. Mas no final, Ele triunfará.

Com isso, vemos que muitas pessoas que dizem crer em Jesus de fato não o conhecem. Uns dizem que ele é um passe de mágica para resolver os problemas, outros, que ele é um trunfo para nada de mal acontecer, outros que ele é uma fonte de prosperidade. E vós, o que dizes?

Te convido ao longo desta semana pensar sobre isso: Conheço Jesus? Acolho aos Senhor? Entendo o seu chamado? Estou disposto a ir com Ele?

Maria Regina Caeli intercedenti

Ajude-nos a Evangelizar. Compartilhe este post:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *