Lectio Divina – Segunda-Feira Santa

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Iniciada a Semana Santa vamos subir até Jerusalém com nosso Salvador. Subiremos geograficamente para a cidade alta, subiremos no madeiro Santo e elevaremos nossa humanidade ao mais alto grau. É certamente uma semana de subidas.

O profeta Isaías na leitura de hoje nos apresenta alguém que está decidido a subir. Ele – o servo – compreende os anseios da alma de Deus, pois, Ele lá pôs o seu espírito. O Servo é manso e humilde. Não quebra uma cana rachada ou apaga um pavio que fumega, mas promeverá o julgamento para obter a verdade. Essa verdade que também será objeto de diálogo de Jesus com Pilatos (em seu julgamento) é o centro dessa semana Santa.

A verdade não é um opnião. Jesus não é uma sugestão, um modo de vida. Jesus é um homem que encarnado deu sua vida como sacrifício definitivo para nós. Isaías em sua profecia nos mostra que Deus pela fidelidade do servo vítima o coloca no centro da aliança, sentado no trono! Ele que foi constituído em verdade, será morto pelos que se utilizam da mentira para gerar a morte.

A morte do servo fiel não foi em vão. Não se tratou de um episódio de maldade humana, mas de uma entrega voluntária do cordeiro manso e fiel em favor de todos nós, você e eu. Ele que veio abrir nossos olhos da perdição, nos libertar das nossas prisões, nos amar com um amor que sequer havíamos sonhado. Deus deixa de uma revelação que necessitava fé e ciência, para ser uma pessoa que esteve na história, sendo homem como nós.

Mostra o salmo responsorial que o servo fiel está diante dos malvados, um exército se coloca diante de Jesus, Ele – capturado como um ladrão no meio da noite – é levado a julgamento, mas seu coração não teme.

Estando próximo da sua entrega perfeita e definitiva, o evangelho de hoje nos mostra uma visita de Jesus aos seus amigos em Betânia. Jesus é banhado com quase meio litro de perfume por Maria, que o enxugou com seus cabelos. Judas questiona o “desperdício”, afinal, se fosse vendido, tal perfume poderia ajudar aos pobres. Judas tenta apresentar como virtude sua ganância. Não pensava nos pobres coisa nenhuma! Infelizmente, essa maneira de disfarce do ódio como virtude, da maldade como bondade, do mal como bem, do desprezo pela falsa preocupação ainda está presente entre nós.

Que essa Semana Santa que se inicia possa nos aproximar do coração manso e absolutamente configurado ao do Pai de Nosso Senhor e Salvador e nos afastar da “Síndrome de Judas”.

Maria Regina Caeli intercedenti

 

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