Lectio Divina – 5º Domingo da Páscoa

“Eu sou a videira verdadeira e meu Pai o agricultor”

O Evangelho deste domingo é bem conhecido por maioria dos cristãos católicos. O fato narrado nesse dia do Senhor acontece pouco tempo antes da entrega do Mestre. Jesus já antecipa alertando aos discípulos onde eles deveriam se manter: enxertados na verdadeira videira.

“O ramo não pode dar fruto por si mesmo”. Jesus é muito pedagógico ao tratar conosco mostra em exemplos simples o que devemos fazer. Quais frutos será que nosso Senhor está se referindo? Prefiro me ater há um único e mais essencial de todos: o Amor. E, só podemos amar se, “Permanecer nEle e Ele permanecer em nós” (cf. vers. 4). O amor é o fruto mais verdadeiro que podemos oferecer a alguém, Madre Teresa foi indagada sobre a paz no mundo ao que ela responde: “Se você deseja mudar o mundo, vá para casa e ame a sua família”.

A família aqui mencionada não se restringe à doméstica, mas a comunidade e nos lugares por onde passamos, por exemplo, no trabalho, faculdade, escola…

Permanecer na Videira é algo tão importante, nEla permanecemos unidos, bebemos na mesma fonte e somos saciados pela mesma raiz, fazendo valer o que Jesus disse: “um só rebanho e um só pastor” (cf. Jo 10,16). Conhecemos bem o que aconteceu com aqueles que preferiram estar fora da videira. Um exemplo claro foi Martinho Lutero, olhe sua impactante frase: “”Há tantas seitas e crenças quantas cabeças. Um não terá nada a fazer com o Batismo; outro nega o Sacramento; um terceiro acredita que há outro mundo entre este e o último dia. Alguns ensinam que Cristo não é Deus; uns dizem isto, outros dizem aquilo. Não há rústico, por mais rude que seja que, se sonhar ou fantasiar alguma coisa, isto não deva ser o sussurro do Espírito Santo, e ele próprio um profeta.” Lastimável não é? Ao que tudo indica, existem mais de 30.000 denominações “cristãs” espalhadas pelo mundo afora. E, Jesus fundou uma Única Igreja.

“Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado.” Rezemos incessantemente para que aos poucos a unidade vá acontecendo. Abramos os nossos corações ao diálogo com pessoas de credos diferentes, esta tem sido a postura de nossa Madre Igreja na pessoa dos Papas, sabemos que a Verdade está na Igreja Católica, mas isto não nos dá abertura ao orgulho e sim a humildade em acolher e, se tiver abertura “dar razão da nossa fé” (cf. I Pd 3,15).

Gosto muito do exemplo do Cardel Newman, na verdade Beato Newman. Um ex-protestante convertido ao catolicismo. Alguma fagulha do Espírito Santo deve ter nas igrejas separadas, não fosse assim não haveria conversões. E, graças a Deus a Igreja acolhe a aponta a razão de toda nossa doutrina: a Pessoa de Cristo.

E, nesta Unidade “o Pai é glorificado”. Como a trindade é Una, assim nossa fé deve ser. Crer no Pai, no Filho e no Espírito Santo dá ainda mais certeza da unidade da fé católica, pois foi dEsta fonte inesgotável que nossos pais na fé abriu o nosso caminho.

Na Unidade temos mais força, ainda mais nas podas. Quando o agricultor corta a planta é para a raiz ter mais força de crescer para baixo, se fortalecer no terreno, com isso os galhos crescem mais robustos e mais belos, e  acontecem os “frutos e tornamos discípulos de Cristo.”

Hélder Filho

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