Lectio Divina – 4º Domingo do Tempo Comum

A liturgia de hoje nos traz como reflexão a palavra: autoridade. No Antigo Testamento, de maneira particular, na primeira leitura em Deuteronômio vemos Moisés anunciando que Deus enviará um profeta como ele (cf. 18,15). O que sabemos da “missão” de um profeta? Os profetas foram enviados por Deus para conduzir o seu povo e exortá-lo a permanecer fiel à Aliança. Os profetas chamam a atenção do povo contra a idolatria que ameaça a vida e a fé no Deus único e verdadeiro. Os profetas falam com autoridade porque falam em nome e por inspiração de Deus.

Trago aqui a pessoa de Moisés, pois ele foi o maior Profeta do AT, e, também quando lemos no livro de Deuteronômio 34,10 podemos ver que a promessa de enviar um profeta semelhante a Moisés não se realizou. Então, Deus não cumpriu sua promessa? Com certeza cumpriu! O profeta “semelhante” a Moisés é Jesus. Mas, nosso primeiro Papa, São Pedro, diz em Atos 3,21-22 que Jesus não é semelhante a Moisés, mas maior que ele.

No Santo Evangelho de hoje Jesus entra numa sinagoga e começa a ensinar (profeta); só que seu ensinamento deixa todos admirados, pois falava com autoridade (qualidade do profeta), mas aqui no caso de Jesus é bem diferente, porque quando ele estava a ensinar um homem que estava possuído por um espírito imundo começa a gritar tumultuando aquele momento. Nosso Senhor é bem firme no que diz: “Cala-te e sai dele!” No mesmo instante o demônio saiu. “E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: ‘O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!“

E o que Jesus faz, nesse dia, naquela sinagoga importante, expulsando de um homem um “espírito impuro”, também é reconhecido por todos os que estão na sinagoga como um “ensinamento novo”.

Por fim, o que podemos ser iluminados pela Palavra neste Domingo é que nosso Deus sempre deu profetas para guiar o povo, ensiná-los e tirá-los do caminho do mal (demônio).

A aliança que Deus fez com o povo é culminada em Cristo, o Verdadeiro e Único Profeta que todos os outros falam de sua vinda e da resposta de conversão. Pois está escrito em Dt 18, 18-20 “Mas ao que recusar ouvir o que ele disser de minha parte, pedirei contas disso.” Deixemos a palavra de Jesus, qual uma luz, iluminar o nosso coração revelando o mal que o aflige e o distancia do Deus da vida e dos seus semelhantes.

Ad Maiorem Dei Gloriam!

 

Helder Rodrigues

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