Sexta-feira depois de cinzas

PENAS DA ALMA DE JESUS

I. Prel.: – Contemplemos Jesus ao dizer a seus discípulos: A minha alma está triste até à morte.

II. Prel.: Peçamos a resignação cristã nas penas interiores.

E começou a entristecer-se, a angustiar-se, a ter medo e tédio (Marc XIV,33 ; Mat XXVI, 37)

CONSIDERAÇÕES: O homem tinha pecado abusando das faculdade da alma antes de abusar dos sentidos e dos membros do corpo. Foi também pelas dores da alma que Jesus quis dar principio à Paixão. Estas dores serão imensas, superiores a todas as forças criadas. Experimentará tudo o que elas têm de mais cruciante. Nenhuma parte da sua alma ficará isenta, porque quer dar ao Pai celestial uma satisfação completa, super-abundante, e a nós a prova dum amor infinito.

APLICAÇÕES: – Jesus desde primeiros passos no caminho da dolorosa Paixão, descobre-nos o amor em que está abrasado o seu Coração pelos homens, por cada um de nós, pois  a todos nos tinha presentes, e todos podemos  dizer com o Apóstolo: – ‘Amou-me e entregou-se por mim’ (Gal II, 20).

Os algozes não poderão atingir a sua alma. Jesus, supre a impotência deles, suspendendo por milagre as inefáveis delicias que a visão beatífica Lhe inunda a alma, abandonando-a às terriveis agonias que naturalmente causa o pensamento da morte, duma violenta e cruel.

AFECTOS -Admiração e acção de graças ao Senhor por um tão grande amor, tão pouco merecido da minha parte.

PROPÓSITOS: Paguemos amor com amor, empenhado-nos em fazer servir todas as faculdades da nossa alma à glória de Deus. Vejamos como poderemos faze-lo hoje.

 

Fonte: Meditações Práticas para todos os dias do Ano sobre a Vida e Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo,
P. Bruno Vercruysse, S.J.
Livraria Apostolado da Imprensa, 1950
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