Primeira semana da Quaresma – Sexta-feira

JESUS É LEVADO DA CASA DE ANAZ AO TRIBUNAL DE CAIFAZ

 

I. Prel.: – Contemplemos Jesus no meio dos soldados, amarrado e conduzido como um criminoso pelas ruas da cidade e Jerusalém.

II. Prel.: Peçamos a constância e generosidade no serviço Deus.

 

Conduziram Jesus primeiro a Anaz e daqui levaram-no a Caifaz, príncipe dos sacerdotes naquele ano, em cuja casa se haviam congregado os escribas e anciãos (Mat. ram XXVIII, 57; Joan., XVII 13).

 

CONSIDERAÇÕES: – Começa aqui para o nosso divino Salvador a longa série de humilhações e sofrimentos, a que tão generosamente se submeteu no Horto das Oliveiras e que só terminarão com a vida. Todas as ruas, as praças públicas todas, todos os tribunais de Jerusalém serão testemunhas do estado de impotência e sujeição, a que seus inimigos creram have-lo reduzido; não lhes opõe resistência, deixa-se levar para onde lhes agrada e obedece a todas as ordens. Será arrastado sucessivamente entre apupos, de Anaz a Caifaz, de Caifaz ao Supremo Conselho, do Conselho a Pilatos, de Pilatos a Herodes, daqui reconduzido ao tribunal de Pilatos: este remete-lo-á ao pretório para ser flagelado, depois à varanda para ser apresentado em espetáculo ao povo e, finalmente, fá-lo-á baixar à praça pública donde, feito obediente até à morte e carregado com a cruz, caminhará para o Calvário.

APLICAÇÕES: – Aprendamos os religiosos, a exemplo do nosso divino Mestre, a não opor resistência alguma às disposições da santa obediência, a passar sucessivamente duma para outra casa, dum emprego para outro, conforme superiores julgarem melhor. Estas mudanças talvez frequentes, poderão ser causa de tentações, de impaciência ou desgosto. O simples cristão deve também aprender a não resistir às disposições da Divina Providência, a passar por todas as posições e alternativas, as mais humilhantes e penosas à natureza. As provas serão muito duras, levarão ao desânimo e até talvez ao desespero. Nestes momentos difíceis e decisivos o cristão e o religioso devem por os olhos em Jesus; sentir-se-ão então animados fortalecidos e verão que desaparecem as dificuldades.

AFECTOS: – Fazei de mim, Senhor, o que quiserdes pois sei que me amais (S. Agost.)

PROPÓSITOS: – Vejamos em todas as vicissitudes da vida as diposições da Providência. – Aceitemo-las boamente. – Imponhamos silêncio às repugnâncias da natureza, se for preciso.

Fonte: Meditações Práticas para todos os dias do Ano sobre a Vida e Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo,
P. Bruno Vercruysse, S.J.
Livraria Apostolado da Imprensa, 1950
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